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quarta-feira, 22 de maio de 2013

RITMO
Deriva do grego rhythmós, associado ao verbo reÎn (correr), proveniente do movimento dos rios. Ritmo significa, de uma maneira geral, a repetição periódica de elementos no tempo ou no espaço, mas, enquanto termo científico, designa um movimento apresentado de uma maneira particular.

Nonotak Studio, dos artistas multi-mídia Noemi Schipfer e Takami Nakamoto, desenvolveu uma instalação de luz e som que ao mesmo tempo é permeável e também um labirinto intangível.

A dupla criou o projeto Isotopes v.2, que atualmente está em cartaz no Mapping Festival em Geneva, com base nos acontecimentos do acidente nuclear desastroso da usina de Fukushima, no Japão, em 2011, colocando em questão a relação entre a busca por conhecimento e poder e os problemas que isso implica.

Segundo os artistas, "Isotopes é um espaço aberto que também pode ser percebido como uma prisão. Em um primeiro momento, o movimento vagaroso e hipnotizante das luzes atrai o visitante ao seu interior. Então, o ritmo e a intensidade tornam-se continuamente mais agressivos até que geram barreiras imateriais: é fácil de entrar, mas quase impossível de sair. Isso reverbera o modo como humanos lidam com a potência nuclear. Primeiro seduzidos, depois viciados na energia confortável, os seres humanos se aprisionaram em uma situação instável.

O ritmo das luzes e os sons retomam a conexão entre os Japoneses e sua consciência da onipresença radioativa. As vezes pode-se esquecer, como o brilho de uma luz noturna, mas as vezes a consciência se sobressai e o medo retorna com a perda de referência. Através da metamorfose de sua aparência, essa instalação deixa o visitante entre aquilo que uma vez existiu e o que já não existe mais, atraindo-os para o espectro de suas próprias emoções voláteis.

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